“Eu sempre fui tão fria, nunca conseguia me entregar por completo… Bom, isso até você aparecer. Eu sonhei coisas que sempre soube que não irião se realizar. Eu acreditei em coisas que lá no fundo sabia que não eram verdades. Me entreguei de verdade, foi a primeira vez… A primeira vez que confiei em alguém pra mostrar quem realmente sou, apresentar meu mundo, minha vida, minha família. Sempre soubesse que essa coisa de se entregar dava errado, mas preferi arriscar. É verdade, eu nem te conhecia direito e quis me iludir com palavras e promessas, não te culpo por isso, aliás nunca culpei. Foi um erro meu, erro bobo, erro que eu não precisava ter cometido, mas sei lá… eu precisava cometer. Agora? Estou tão fria, tão sem sentimentos, sem expectativas de nada. Perdi aquele meu lado doce de ser, aquele lado que você conheceu lembra? Lembra que quando eu falava bobagens e ficava vermelha por ter falado na sua frente, ou de quando você bangunçava meu cabelo e eu ficava com vergonha. Era estranho, mas tinha vezes que eu não nem me arrumava pra te ver, eu gostava que me visse tão natural, tão eu… gostava que você me conhecesse melhor, gostava de saber que alguém se sentia bem em estar com alguém assim, cheia de defeitos. Era tudo um sonho, um sonho mesmo… porque agora eu acordei, e vi que dormir nem sempre faz bem !”
“Não sou eu… É só a razão falando mais alto que o coração.”
“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”
“Você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta…”
“- Me ajuda com esse dever de português?
- Claro, é sobre o que?
- Conjugar os verbos
- Tá vamos lá. Lembra quais são eles?
- Sim. Eu, tu, ele, vós, eles.
- E “nós”?
- Aprendi a viver sem.”